O novo presidente de Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo decidiu que as reuniões de Câmara Municipal terão transmissão em direto. Entende, acertadamente na minha opinião, que tal opção é um marco de governação transparente e aberta que reforça a confiança entre eleitos e eleitores.
Em Famalicão essa vontade de transparência e proximidade aparentemente não existe. Pior, feita uma proposta nesse sentido foi recusada pelo edil e pela maioria que governa a Câmara Municipal.
Se a Lei claramente prevê que as reuniões têm de ser públicas com o objetivo claro de transparência e até participação dos cidadãos, a sua transmissão é só um pequeno passo decorrente dos atuais tempos em que vivemos, onde a tecnologia serve para ampliar de forma evidente aquilo que o espirito daquilo que a Lei prevê.
Tal é feito na Assembleia Municipal há muito anos!!
Se há 20 anos não se faziam campanhas eleitorais na internet com se fazem hoje, se não se faziam vídeos, reels, publicações a todo o instante, isso mudou fruto da evolução tecnológica.
É agora uma realidade indesmentível! Tanto assim é que foi o que aconteceu nas ultimas eleições autárquicas onde todos os candidatos usaram de forma intensiva a mediatização da sua campanha, através de todas as plataformas para poderem chegar ao maior numero de pessoas possível.
Ora, nesse sentido, é verdadeiramente questionável a razão pela qual o Presidente Mário Passos, que não seguindo o exemplo do seu colega de partido e edil de Guimarães decidiu não fazer transmissões em direto das reuniões de Câmara em Vila Nova de Famalicão e assim, tal como na campanha eleitoral, um maior numero possivel de pessoas poder assistir a uma reunião de Câmara Municipal que é publica.
Não é certamente por dificuldades técnicas, não é por o presidente não estar habituado a falar em direto, não é por não saber lidar com as tecnologias, não é por desinteresse dos cidadãos do concelho, não é por o executivo municipal não ser um órgão politico, porque é então?

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